Marisa Marques

Mamoplastia de aumento

(cirurgia em ambulatório ou com internamento de 1 dia)

O principal objectivo desta cirurgia é aumentar o volume das mamas pela aplicação de próteses. A indicação primária para a mamoplastia de aumento é o volume inadequado de tecido mamário, devido a um desenvolvimento inadequado ou na sequência de um processo de natureza involucional, como a agenesia pós-parto ou o emagrecimento acentuado. Esta cirurgia é o segundo procedimento estético mais frequentemente realizado nos Estados Unidos, depois da lipoaspiração, e o mais comum em mulheres com idades compreendidas entre os 19 e os 34 anos de idade. Mais de 1% da população adulta feminina tem próteses mamárias. Existem três vias de abordagem para a colocação de uma prótese: inframamária (ao nível do sulco), peri-aureolar (à volta da auréola) e axilar. Cada incisão tem as suas vantagens e desvantagens e a sua escolha deve ser baseada na experiencia do cirurgião, anatomia da doente, preferência da doente e a posição da prótese. A prótese pode ser colocada em posição retro-glandular (debaixo da mama), retro-muscular (debaixo do músculo grande peitoral) ou “plano duplo” de Tebbetts (debaixo do músculo no pólo superior e debaixo da mama no pólo inferior).   
 
A escolha da prótese é feita pelo cirurgião, tendo em conta as preferências da paciente e as suas proporções anatómicas.
 
Cuidados Pós-Operatórios

Ambulatório ou Internamento
O procedimento cirúrgico é realizado sob anestesia geral. A cirurgia poderá ser realizada em ambulatório, sem necessidade de internamento, tendo a paciente alta ao fim de seis horas de recobro (com drenos) ou, em caso de preferência da paciente, pode ficar internada até retirar os drenos (um a dois dias de internamento).
 
Consultas
Consultas no pós-operatório imediato (até cicatrização completa/remoção dos pontos) e tardio.
 
Cuidados no pós-operatório imediato
Deve usar um sutiã desportivo, de apertar à frente, 24 horas por dia, durante um mês. Deve usar meias elásticas, de compressão média, até ao joelho, durante o dia, duas a quatro semanas. É medicada com antibiótico, anti-inflamatório e/ou analgésico e, por vezes, um relaxante muscular para tomar à noite. Deverá massajar as mamas com movimentos circulares e suaves, a partir do quinto dia após a cirurgia. Durante uma a duas semanas, não mexer nos pensos. Quando lhe for permitido (orientação médica), deverá tomar um duche rápido com água tépida (incluindo as feridas cirúrgicas), utilizando um champô extra-suave e gel banho de farmácia. Depois do banho, deverá enxugar as cicatrizes com uma toalha, secá-las com o secador a frio e colocar nas cicatrizes um creme cicatrizante. Nas primeiras duas semanas a seguir à cirurgia, não deve: andar de avião, conduzir, frequentar locais com elevada densidade populacional.
 
Cuidados no pós-operatório tardio
Quando as cicatrizes estiverem completamente cicatrizadas e, durante seis a doze meses, deverá: – Colocar nas cicatrizes um creme regenerador, uma a duas vezes por dia. – Colocar nas mamas um creme reafirmante, uma vez por dia. – Fazer massagem uma vez por semana. Durante um ano, não poderá apanhar sol directo nas cicatrizes pelo que, quando for à praia ou piscina, deverá colocar nas cicatrizes um protector solar 50+ mineral e tapá-las com o fato de banho.
 
Regresso ao trabalho e actividade desportiva
Pode regressar a trabalho de secretária ao fim de cinco a sete dias, contudo, o regresso a uma actividade física pesada (profissional ou de lazer) poderá demorar algumas semanas.
 
Complicações (ver links abaixo)
Estão descritas na literatura as seguintes complicações, entre outras, sendo raras as mais graves: hematoma (acumulação de sangue), infecção, seroma (acumulação de líquido seroso), disfunção sensorial (alteração na sensibilidade), contratura capsular (popularmente conhecida como rejeição da prótese), mau posicionamento da prótese.
 
Efeitos da silicone na gravidez, lactação e na amamentação
Actualmente, não existem evidências científicas de que o silicone seja mutagénico ou teratogénico. As próteses não interferem com a lactação nem aumentam a quantidade de silicone no leite materno acima dos níveis encontrados numa mulher sem próteses. Estudos clínicos, conduzidos pelo Departamento Britânico de Saúde e pelo Instituto de Medicina da Academia Nacional de Ciências Americana, demonstraram que as próteses mamárias de gel de silicone são seguras para a gravidez, lactação e amamentação. A Prof. Doutora Marisa Marques é doutorada pela Faculdade de Medicina do Porto com a tese intitulada Etiopatogénese da contractura capsular em próteses mamárias” e é autora dos seguintes artigos sobre próteses mamárias e complicações, nomeadamente, a contractura capsular: