Marisa Marques

Dermoabrasão

(cirurgia em ambulatório)

Abrasão mecânico/cirúrgico da pele é indicado para a correcção de: – Irregularidades da pele (lesões actínicas e cicatrizes como as do acne). – Transtornos da pigmentação. – Rugas finas.
 
O dermoabrasão corresponde a um abrasão mecânico da porção superior da epiderme e da derme (camadas da pele), resultando na atenuação e alisamento da pele da face. Apesar de menos popular desde o aumento da utilização de laser, luz pulsada e peelings químicos, o dermoabrasão é um tratamento muito eficaz, conveniente e com ampla aplicação. O dermoabrasão é bastante eficaz no tratamento das rugas peri-orais finas, particularmente, as que circundam o lábio (“código de barras”).
 
Cuidados Pós-Operatórios

Ambulatório
O procedimento cirúrgico é realizado sob sedação. O paciente com história de herpes é medicado profilaticamente com agentes anti-virais para minimizar o risco da disseminação do vírus herpes simplex.
 
Consultas
Consultas no pós-operatório imediato (até cicatrização completa/remoção dos pontos) e tardio.
 
Cuidados no pós-operatório imediato
O paciente é instruído a secar os exsudados (babar de líquido) da face com um secador de cabelo a frio e a aplicar uma camada generosa de creme cicatrizante. Não deve, de forma alguma, retirar as “crostas”.
 
Quando lhe for permitido (orientação médica), poderá tomar um duche rápido com água tépida, incluindo a face, utilizando um champô extra-suave e gel banho de farmácia. Depois do banho deverá enxugar a face com uma toalha, secá-la com secador a frio e colocar o creme cicatrizante.
 
Cuidados no pós-operatório tardio
Quando a face estiver completamente cicatrizada e durante um ano deverá: – De manhã: colocar em toda a face, um protector solar 50+ mineral; durante um ano não poderá apanhar sol directo na face. – À noite: deverá colocar um creme regenerador.
 
Regresso ao trabalho e actividade desportiva
Normalmente cerca de três a quatro semanas após o dermobrasão, dependendo da cicatrização.

Complicações
As complicações são as mesmas do peeling químico e incluem hiperpigmentação (mancha castanha), cicatrizes hipertróficas (cicatrizes largas e espessas) e milia (borbulhas amarelas na pele), embora alterações da pigmentação sejam menos frequentes.
 
De um modo geral, os pacientes com tipos de pele mais escura têm maior tendência a desenvolver hiperpigmentação (mancha escura) após o tratamento e os pacientes com pele clara são mais propensos à hipopigmentação (mancha clara). Nos raros caso em que ocorre hiperpigmentação, esta sofre, habitualmente, regressão (diminuição) espontânea ao longo de um período de três a dezoito meses. Quando a regressão não ocorrer, um peeling químico, luz pulsada ou outro dermobrasão poderão ajudar a estabelecer a cor uniforme.


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